sábado, 15 de dezembro de 2012

e se redescobrir ser humano dando um banho de água fria no teu egocentrismo, já dizia mestre Seixas, que se é ser humano limitado e só usa 10% dessa cabeça animal.. se reinventando como pessoa, e ficando de mãos atadas para o nosso limite, que é só de um passo, até a tomada, pois se a luz apagar, você será um sóbrio cego no meio da escuridão de sua limitação!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

vivo eu em um mundo só
onde vivo nunca estou sozinho
estou vivendo a história
da revolta e da memória
de um povo que doutrora
esquecerá aonde mora

estou pensando no futuro
assustado com os muros
que separam nossa classe de murmurros
de saudade já morri do meu passado
onde o mundo que vivia era desatado
por ser mais novo jurava
que do mundo já não queria nada
por que sabia tudo do que se passava

pores cresci e onde vivo
sou adulto velho e louco
e não entendo nada,  afinal sou pouco
pouco de dose de você
levantei sem nem dormir
e fui praia padaria, rever os olhos verdes
num café e um cigarro
arrumei a mesa para dois
pra recolher tudo depois
sem você estar ali

eu arrumo a cama
dirijo um drama,
em minha própria casa
me sinto assim tão só
e você.....
me perde, me arranca
me serve
uma dose de um pouco mais
de noite de bistrô

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

sabe-se lá se sabe-se
um dia soubesse
de tanto que sei e subo
pra que um dia me apareça ao cubo
pra que a gente pula assim não mudos
no além no fim da onda o tubo
pra cair num horizonte turvo
e fazer acontecer e tudo
me lembrar você e juro
no final sempre dá nussê
de vida
se tornou querida
me sobrou pouca ida
e não lembrei de cida.

domingo, 2 de dezembro de 2012

lindo.

lindo é ver a mulata dançando
lindo é ver o jogador marcando
lindo é ter um chopp gelando
lindo é ter o samba tocando
lindo é ter o vento soprando
lindo é ser o boêmio procurado
lindo é marcar de letra
lindo é carta a caneta
lindo é acordar na sexta
lindo é viver sem dor
lindo é morrer de amor
final de esperança.

na avenida
a maloca morreu
o dia esfriou
e o céu escureceu

sente falta da mulata
dos versos de vinicius
do dia se armar
na bravura do mar

sinto falta do apetite
do cheiro do café
dos olhos da mulher

d'outrora da aurora
doutrina de flora
soneto me chora
soneto de despedida.

meu destino é morar
é dormir perto do mar
é ter nos sambas inspiração
nas noites quentes, por que não?

meu destino é ser boêmio
é ser sempre antigo e símio 
ser soneto, sonho, e vinho
ser assim sempre sozinho

no destino velejar
ei de um dia me encontrar
nos braços de Iemanjá

beijando-lhe as mãos de aço
do coração só dois pedaços 
e de ti levarei só abraços.