teus efeitos soltos.
cinzas e sussurros de pouca voz
saltos, assustados pro nosso futuro
ossos, soltos sobre a solidão do asfalto
lágrimas, rolam sobre a imensidão dos safáris
sustos, surtos de poetas insanos
sacos, das lendas de noites urbanas
socos, distribuídos aos pobres
sopas, salgadas de preços abusivos
sinto, o sopro da solidão sofrida
ouço, o som do céu nascer
lustro, o sol saboreando o selo matinal
soneto, neutro de sombra surreal
fico, sentado assistindo o sexy
rebolar dos teus cabelos soltos.
domingo, 7 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
quero sair, até que o sol não consiga me achar
quero beber, e cantar algum som do tim maia
vou descobrir, as 7 cachoeiras do oeste
vou reluzir, sou do samba sul, eu sou budapeste
vou reunir, uma mão ou multidão de amigos
vamos cair, em casa ou pro mundo inteiro
estar nem aí, pro que dizem pra quem está no meio
e vamos fugir, pra onde haja um tobogã
já dizia Djavan, numa nave com Gilberto
filando aquele na maçã
vou reunir, uma mão ou multidão de amigos
vamos cair, em casa ou pro mundo inteiro
estar nem aí, pro que dizem pra quem está no meio
e vamos fugir, pra onde haja um tobogã
já dizia Djavan, numa nave com Gilberto
filando aquele na maçã
segunda-feira, 18 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
se ela for voar
é por não ter as asas
se você for dormir
é por não ter mais casas
se você for chorar
é por que terá motivo
se sequer ouvir o frio
no úmido triste o gemido
se lamenta-rá
no caderno velho os versos
se assim dará, a dália o nervo sincero
se descobrirá
sequer daria ao preto velho
se assim dirá, que dirá o olho terno
é por não ter as asas
se você for dormir
é por não ter mais casas
se você for chorar
é por que terá motivo
se sequer ouvir o frio
no úmido triste o gemido
se lamenta-rá
no caderno velho os versos
se assim dará, a dália o nervo sincero
se descobrirá
sequer daria ao preto velho
se assim dirá, que dirá o olho terno
quinta-feira, 7 de março de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
maçã de manhã
um dia vou acorda-lá
como a manhã se acorda
se deitando nos campos a toda
bocejando sonhos matinais
um dia vou acorda-lá
como a dor do sol acorda
o lindo escuro do céu
em uma manhã de domingo
um dia vou acorda-lá
deixar deitar em seu leito
uma lágrima agridoce de pecado
apagando as estrelas
e as escondendo do lago
um dia vou acorda-lá
como se acordam as flores
depois de se entregue a amores
no leigo rebolar do vento
que em teu cabelo preto
acaba dando aquele efeito
que o mundo não quer reparar
um dia vou acorda-lá
que seja no quarto ou na selva
que seja na varanda ou na sala
mas um dia vou acorda-lá
pra cumprir essa minha tara
pra te amar de sangue e sara
e ter sonhos soltos sobre a vala.
um dia vou acorda-lá
como a manhã se acorda
se deitando nos campos a toda
bocejando sonhos matinais
um dia vou acorda-lá
como a dor do sol acorda
o lindo escuro do céu
em uma manhã de domingo
um dia vou acorda-lá
deixar deitar em seu leito
uma lágrima agridoce de pecado
apagando as estrelas
e as escondendo do lago
um dia vou acorda-lá
como se acordam as flores
depois de se entregue a amores
no leigo rebolar do vento
que em teu cabelo preto
acaba dando aquele efeito
que o mundo não quer reparar
um dia vou acorda-lá
que seja no quarto ou na selva
que seja na varanda ou na sala
mas um dia vou acorda-lá
pra cumprir essa minha tara
pra te amar de sangue e sara
e ter sonhos soltos sobre a vala.
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