sábado, 10 de novembro de 2012

véspera de chuva.

vento seco
cheiro de futuro
assovio nos lábios
arrepio no pescoço

o vento que se espreguiça
o tempo que se vem quiétinho
o remanso no rio se abre
o trozão no céu se espande

véspera de chuva
beijos na boca
horizonte cinzento
e no final
um arco íres colorido.
Brasil de Barbosa

eu, quero fazer oque mandou o papa
e se perder no meio da fumaça
cantar um samba levantar a mão

fala bonito do sorriso dela
levar um quilo de rosa amarela
pra ver a boca me tirando o chão

eu, quero cantar um samba de enrredo
deita na areia falar do flamengo
ganhar uns beijos do sorriso dela

pois é, rima bonito falando do samba
pedi um abraço dessa raça bamba
e um alo do adoniran barbosa

'não tem mais onde furar'

eu, vou exibir o jeito brasileiro
toca no ouvido o som do meu pandeiro
pra ve a morena se apaixonar

eu vou, amanhecer no meio do horizonte
beija bonito e chega no sapato
e te mostrar que é assim que eu faço

'não tem mais onde furar'

n'outra vida era canarinho
acorda cantando
adormece no assovio



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

sexo.

no mexer das tuas coxas brancas
no rebolar dos teus cabelos lisos
no suar da tua face bela
no suspirar ao som da aquarela

no negar das frases mais quentes
no andar das tuas gotas correntes
no sentir de teus gritos de amor
no tirar dos teus seios a flor

no sentir nos teus olhos calor
no descer dos teus braços fervor
deixe um gole de mim
pra que eu lembre de você assim

faça de mim sua obra de arte
me arranha, me morde,
me veja em toda parte.