quarta-feira, 31 de outubro de 2012


teu colo.

quando estiver com frio,
eu vou ser seu sol maior
quando estiver com calor
vou ficar em sí maior,
em cima de você
pra te proteger,
do dia

quando a gente se casar
vou ficar contando estrelas
pra na areia yemanja
escrever nunca se esqueça
de brincar, de sorrir
de me amar
até quando estiver
de ponta cabeça
vou te abraçar
e dizer mais uma vez
que nem vi o tempo passar.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

sul da ilha.

hoje deu vontade de pisar na areia
de sentir a leve brisa do mar
de ouvir os gritos das ondas
que se arremensam ao mar
bravas, vão suicidar-se

ouvir a bater da águas nas pedras
e sentindo a areia sendo carregada
ficar na brisa das gaivotas
que sozinhas mergulham fundo..

hoje me deu saudade da grandeza do mar
me deu saudade do gosto do sal
me deu saudade do por do sol no azul
me deu saudade do medo, e da ilha o sul
samba de país.

afinal, sou mais um brasileiro
com sangue guerreiro
bituca e cinzeiro
com samba e sem freio
correndo no passo
do samba que eu faço
do olho o compasso
nos olhos um traço
de uma bandeira
de rima e trincheira
de força e espaço
de amor e de rastros
de areia e de mar
de sangue e suor
de palavras e só.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

ensaio sobre o sentido.

quando tudo perde o sentido,
quando o mundo perde a cor,
quando se perde um grande amor,
quando se seca lágrimas de dor,

tento desenhar no céu um plano
traçar em mapas danos
ouvir em discos anos
esquento até os panos

amarro bem a corda
puxo bem o gatilho
limpo bem o cilindro

atiro contra o destino
parando o sino ou fascínio
deixando pra trás o sentido.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012



nem sempre eu acerto a temperatura do café,
as vezes ele fica quente demais, ou forte demais,
ou doce demais, ou doce de menos..
tenho um estranho costume de notar as coisas mais
imperceptiveis, os minimos detalhes
desde de uma canção, ao falar de uma bela dama,
as vezes me chamam muita atenção os olhos,
as vezes eu também não presto atenção no assunto
eu consigo notar até a temperatura com que a água do chuveiro
começa fria, por que ainda há águas nos canos,
assim consigo saber até o tamanho do cano
e o tempo que a água demora pra começar a esquentar..
não sei se isso é bom, as vezes sinto que minha cabeça está cheia
como um caderno velho que acabou as folhas em branco
eu sempre me assusto quando estou distraído e algo me surpreende
apesar da relevancia desde jesto, acontece muito mais frequentemente que deveria,
eu acho que eu fico tempo demais olhando pro nada também
e gosto quando minha cabeça se abre e recebe muita informação
eu também gosto de conversar,
as vezes eu falo demais..
isso me deixa um pouco envergonhado as vezes..
eu tenho o costume de falar alto aonde não pode..
isso acontece, e as vezes me intristece..
as vezes eu acho que eu preciso achar um sentido,
as vezes o sentido que acaba me achando..
sempre gostei de escrever histórias,
e essa é mais uma..

O jonalista e a Bailarina,

 ' o mar se arremessa ao céu
magoado, quer suícidar-se
as gaivotas, dão mergulhos
nos gritos do mar,
e caem junto com o sol,
na imensidão de toda essa água,'

C.frederich -09/10/84

 Era começo de primavera, e as árvores choravam suas primeiras lágrimas laranjas
deixavam o chão todo colorido, com suas folhas, o vento já era mais intenso e frequente
os pássaros já começavam se recolher mais cedo, e o vento trazia nos lábios, deixando um beijo
com gosto de futuro, e esperança nos olhos de quem vê o novo ano por vir..
  Eu estava trabalhando muito, e a vida andava meio sem sentido, e comecei procurar em muita coisa
o sentido de viver, o sentido de sorrir..Andava bebendo muito café, e fumando demais, isso atrapalhava um pouco meu sono, e isso me encomodava, cada vez apontava mais lápis, e amassava mais folhas,
chegava em casa, e acendia meu cigarro, sentava em frente da escrivaninha, e amassava folhas, apontava lápis, pois nas horas vagas, é isso que um escritor fazia..sentia que meus olhos estavam ficando piores,
pois já estava na hora de trocar as lentes deles..isso me entrestecia um pouco, pois sentia que teria problemas com eles no futuro, muitas vezes tive fortes crises existencias, e acabava chorando de tudo,
lembro-me como se fosse ontem, o dia que eu cheguei a me olhar no espelho, e procurar amor nos meus olhos, e só ver um furo eterno de solidão..
   Senti muita falta dela, durante muito tempo, fiquei sentado em lugares onde a gente costumava ir, e esperava o vento do novo ano, me trazer um beijo dela, ou talvez ou pouco do seu cheiro, talvez só mais uma vez, pra mim me desfazer de uma vez desta página de meu diário..

'as idéias me consomem,
os beijos me transcrevem
os olhares me tomam
e os amores me difamam,
os problemas me atacam,
a solidão me devora,
e a esperança me sente falta'

C.frederich - 22/10/84

 Os  dias passavam cada vez mais rápido, e as pessoas passavam cada vez mais por mim, sem me notar
me sinto preso em uma selva de pedra, onde a fauna quer minha alma, quer o meu tempo, quer acima de tudo, o poder sobre mim, a sociedade me tira mais que o dinheiro, me tira a emoção de amar, sentia-me mais preso em um espaço de tempo, onde não dava pra saber, se estava no furturo ou no passado, eu ficava procurando o meu presente, mas se você não estava ali, pra me dar um sentido, andei confuso durante muito tempo, ficava me perguntando se sou muito lúdico, sendo que vivia em um lugar totalmente sético, totalmente frio de confiança e verdade, queria só achar em alguma esquina desta bola azul, um vendedor ambulante, que vende-se um pouco mais de esperança, e alguma coisa que me mostrasse onde se esconde, onde eu perdi o gosto de infancia, a inocensia de um abraço, e a verdade de um beijo,

'as coisas estão voando
o mundo está passando
em uma velocidade dificil de acompanhar
as palavras já são cuspidas pra fora
e os tempos estão esculpido

(em andamento)